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sexta-feira, 12 de março de 2010

«Faça Lá Um Poema»


Tendo já saído a informação dos vencedores do concurso do Plano Nacional de Leitura «Faça Lá Um Poema» (cliquem na palavra AQUI, para conhecerem vencedores e textos), podemos agora divulgar os poemas da Escola Básica Integrada de Abrigada enviados a concurso.


Começamos pelo 1º Ciclo:


Escola


Nós gostamos da escola
Lá aprendemos a ler e contar
Mas às vezes a professora
Também nos pede para colar.

Dentro da sala
Todos juntos trabalhamos
Falamos de coisas sérias
E em alguns momentos também brincamos.

No intervalo vamos para o parque
Para depois ir para as aulas
Às vezes a pressa é tanta
Que até nos esquecemos das malas.

É também no intervalo
Que brincamos às escondidas
Com os nossos amigos de sempre
Fazemos grandes corridas.

O melhor de andar na escola
É ter amigos bestiais
E saber que o nosso grupo
Todo junto é demais.


Poema Colectivo: Turma 2ºE


Escola


Na nossa escola
Somos amigos a valer
Mas quando chega a hora
Há trabalho para fazer.

Enquanto as tarefas fazemos
Temos que nos concentrar
Pois sabemos que para aprender
Também temos de trabalhar.

O objectivo mais importante
É boas notas ter
Para que no fim, os nossos pais
Tenham orgulho a valer.

Poema Colectivo: Turma 3ºE


O Sonho


Sonhar é magia
que abre portas de alegria.
Sonhar é imaginar
até onde podemos voar.

Sonhar é ilusão
onde os meus sonhos
iluminam o meu coração
à procura de uma paixão.

Sonhar é poder
onde tudo podemos ser.
Podem não acreditar
mas o meu sonho vou realizar.


Poema Colectivo: Turma 3ºC


O Tempo e a Brincadeira


O sol a brilhar,
A noite a estrelar,
Tão bonita como o mar,
e a nós apetece-nos brincar.

O sol a brilhar,
E nós a cantar,
Os outros a dançar,
E as pessoas a gritar.

O sol a brilhar,
A brincadeira a chegar,
Os rapazes a jogar,
E as raparigas a brincar.

A noite a chegar,
E nós a jantar,
E mais tarde vamos descansar,
E o dia a acabar.

Com o dia acabar,
As crianças vão deitar,
Porque amanhã,
Cedo têm de levantar.

Com o dia a começar,
O pequeno-almoço temos de tomar,
Para ganhar forças,
Para conseguir levantar.

Para o dia começar,
Todos têm de levantar,
Para começarmos a jogar,
Até o dia acabar.


Cristiana Vítor Bastos, nº7, e Carlos Pinheiro Pedro, nº 4, 4ºD


Hoje o Dia é uma Criança…


Hoje o Dia
É uma Criança
E temos de o aproveitar
O céu está limpo
E o Sol a brilhar

Hoje o Dia
É uma Criança
Mas está quase a escurecer
Mais à noitinha
Vai anoitecer

Hoje o Dia
É uma Criança
Voltou a nascer
Vamos aproveitar
Para bem crescer

Hoje o Dia
É uma Criança
Já chegou a tardinha
Vamos jogar um jogo
Na nossa escolinha


Joana Barreto, nº13, e Raquel Gomes, nº22, 4ºD



Que maravilha!


Que maravilha
É este dia
Os pássaros a cantar
E nós a dormitar.

Que maravilha
É a nossa tia
Ela a cozinhar
E nós a conversar.

Que maravilha
É a gata que mia
Ela a correr
E nós a ver.

Que maravilha
Dizia eu enquanto ria
Eu a falar
E tu a tentar escutar.

João Gomes Pedro, nº14 e Paulo Marcelo Galveias, nº20, 4ºD


Passamos agora ao 2º Ciclo:


A Minha Arma


Tenho uma arma secreta
Ao serviço das nações
Não tem carga nem espaleta
Ao disparar voa mais rápido
Que um foguetão
Podia chamar-se Vida
Mas simplesmente
Chama-se Amor.


Jéssica Rocha, nº 9, 5ºC


Vou-te escrever…


Vou-te escrever se não
Escrevesse não escrevia mas como
Escrevo vou escrever para te dizer
Se não dissesse não dizia
Mas como és se não fosses
Não eras mas como és
O rapaz mais bonito e melhor
que conheci se não conhecesse
Morreria mas como conheço
Tenho a comunicar-te se não
Comunicasse não comunicava
Mas como a comunicação
É que te amo
Se não te amasse não te amava
Mas como te amo
Mando-te se não mandasse
Não mandava mas como mando,
Mando-te um beijo de
Amor.


Ana Alexandre, nº1, 5ºD


Para longe foste tu


Para longe foste tu,
Saudades tive eu
Muitas delas tristeza.
Tu foste quem me deu tanto
Carinho e amor
É sinal de que gostas de mim.
A ti de quem
Tanto amor recebi,
Beijos mandarei…
YYY


Bárbara Valente, nº18, 5ºD


E Finalmente o 3º Ciclo:


Na tua Pele…


No meu país apenas ficou
Pedras com lixo e dor
Ninguém sabe da tristeza
De pernoitar neste fedor.

Ao acordar na minha rua
Vejo de novo a lembrança
De quem ficou ali debaixo
E já não tem mais esperança

É nesta tristeza em que vivo
E penso o que será sofrer,
Ficar na dor até à alma
Para sempre… ou apenas morrer?

É nesta altura que apareço
Numa poesia dedicada a ti
Tentei vestir o teu pesadelo
E em nada passei pelo teu Haiti!

Catarina Carvalho, nº9, 7ºA

Aquecimento Global


O planeta Terra
É lindo sem igual
Mas temos um problema
O aquecimento global

Não nos apressemos
Para a destruição
A Terra também sente
Esse mal no coração.

Tu que és humano
E gostas de viver
Preserva este planeta
Para poder crescer.

Bruna Mateus, nº5, 7ºC


Tenho uma coisa para te dizer


Tenho uma coisa para te dizer
Mas a covardia me derrotou
Estou com medo de me arrepender
E te deixar confusa.
Não devo, não posso,
Não deveria, não poderia,
Não consigo, nem conseguiria.
Tenho coragem, vou dizer,
Não tenho nada a perder,
Adoro-te do fundo do meu ser,
Mas não é só isso
Que te quero dizer
Eu vim aqui te perguntar
Se comigo queres ficar
Para todo o sempre
Eu poder te amar!


Diogo Campina, nº7, 7ºC



O Mundo e Eu


No mundo há de tudo,
Tristeza, alegria, paz, solidão,
Bons, maus amigos,
E caneta e papel na mão.

Quando penso em escrever,
Para a alguém agradar,
Apenas penso na tristeza,
Que o mundo está a passar.

Crianças órfãs de pais,
Outras, vítimas de ladrões,
Guerras por todo o lado,
E nós com óptimas condições.

Sei que muita gente,
Só pensa em si próprio,
Mas se todos pensássemos assim,
No mundo, nada seria óptimo.

Mesmo assim ainda há pessoas,
Que tentam ajudar,
Mas infelizmente há outras,
Que apenas querem estragar.

Isto tudo para dizer,
Que não é só em nós que temos de pensar,
Mas sim nos outros que sofrem,
E que têm o direito de sonhar.

Rafaela Brás, nº13, 8º B


Sereia


Uma sereia vi,
Ou pelo menos queria ver.
A sua pele senti.
Ai, uma sereia queria ser.

Por sete mares navegar,
Atravessar o mundo a nadar,
Peixes exóticos ver
E o mundo conhecer.
Ai, uma sereia queria ser.

Marinheiros nas minhas cantigas caíram
As suas mulheres por eles pediram.
A todos cantar
Lindas canções de embalar.
Para sempre viver…
Ai, uma sereia queria ser.


Joana Filipa Silva, nº7, 8ºB

Ao teu lado sentado estou


Ao teu lado sentado estou
E amar-te como ninguém te amou
Mas não sei como te dizer
Que sem ti não consigo viver

Mesmo sem reparar
Um dia contigo estava a falar
E sem querer
Comecei a perceber
Que eras tu quem eu queria ter

Agora passo dias a te olhar
E a tentar perceber
Como te hei-de explicar
Que te quero amar

André Filipe Rodrigues Ribeiro, Nº3, 8ºB

Já agora... gostaríamos de saber qual é o vosso favorito. Indiquem o título e o autor num comentário vosso a este post, ou enviem para becreabrigada@sapo.pt, não esquecendo de se identificarem.


Convido todos a deixarem o seu voto...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Coração...

Ainda alusivo ao tema Coração, aqui fica divulgado um texto de uma aluna.



Não sou assim tão diferente!

Olá! Eu sou a Vitória. Apesar de ter apenas 10 anos, já sei o que vou ser. Eu digo “vou” e não “quero”, porque sei que vou conseguir. Também não posso dizer “quando for grande”, porque não poderei sê-lo. Sou anã, nunca poderei ser grande.


Por ser pequena não deixo de pensar em grande. O meu sonho é ajudar os que são postos de lado pela sociedade, pessoas como eu, que são diferentes.


As pessoas à minha volta gozam comigo pelo tamanho que aparento ter. Fazem troça da minha altura, mas quem não for diferente que atire a primeira pedra. Estou certa de que ninguém vai atirar pedras, porque todos são diferentes.


É verdade que tenho mais dificuldades que os outros, mas consigo arranjar solução para tudo. Por exemplo, se não chego a uma prateleira alta, meto-me em cima de uma cadeira. Se a corda de saltar é grande para mim, dobro-a ao meio. Para mim, a minha altura é apenas mais um desafio no meu dia-a-dia. Posso fazer tudo o que os outros fazem, mas de maneira diferente.


Sonho em um dia poder abrir uma casa onde os sem abrigo possam ser ajudados a reintegrar-se na sociedade, onde “os diferentes” possam fazer coisa como os “normais”.


A minha mãe diz que não vou conseguir e que sou muito pequena para ser a heroína de um feito tão grande. Sabem o que eu lhe respondo? As pessoas não se medem aos palmos, mas pela coragem, pela dedicação, pelo esforço e pelo coração. “Sim, pelo coração!” Pelo coração puro e pela bondade que nele pode haver.


Por mais que me digam “não vais conseguir”, eu irei responder “todos têm o direito de tentar”.


Joana Filipa Silva, 8ºB


Não é belo?! Comentem, por favor... (Carregar em "comentários" no fim deste post.)


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Texto Vencedor do concurso interno «Livros Multimédia»


O concurso literário lançado para seleccionar um texto com o qual se fizesse um 2º projecto de criação de um livro multimédia já está concluído e o texto escolhido.


O júri constituído pelos elementos da equipa coordenadora da BECRE considerou a mensagem e as imagens sugeridas para a selecção da história, ficando com uma óptima impressão da história original da aluna Joana Filipa Silva, da turma B do 8º ano, intitulada «A Princesa-Grilo».


Quem quiser conhecer a história deve clicar aqui: «A Princesa-Grilo».


Cliquem em baixo na palavra "Comentários" e deixem, no espaço dado, as vossas impressões sobre a história. Não se esqueçam de deixar a vossa identificação. Carreguem, por fim, no botão "enviar comentário" e, após verificação, surgirá o vosso comentário neste blog, a seguir ao post que comentaram.

Parabéns à vencedora!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Maior Flor do Mundo - História Reformulada


Também a turma do 3ºC mostrou a sua criatividade respondendo ao desafio do dinamizador do ateliê «A maior Flor do Mundo», ocorrido a 27 de Outubro. Eis aqui a imagem e a nova história recém-enviadas para o blog do Ateliê.

A Maior Flor do Mundo

Cada dia que passa sinto-me mais feliz, porque descobri que sou a maior flor do mundo!

Passo os dias a mostrar-me a todos, a espalhar o meu perfume e a aquecer os corações das crianças com as minhas cores quentes. Também gosto de mostrar que consigo tocar o Sol e que sinto um calor imenso quando chego perto dele. Sou uma planta gigante e estou a gostar muito de o ser.

Não sei se todas as crianças do mundo gostariam de me conhecer e saber da minha história, acho que também tenho um pouco de criança, e às vezes não sei bem contar o que me aconteceu...

A vocês caros leitores, vou tentar contar-vos um pouco da minha história. Não estou autorizada a usar palavras difíceis, para perceberem melhor o que tenho para vos contar.

Como em todas as histórias, há um herói e um patife. Na minha história o herói é um menino, e o patife um lavrador.

Certo dia, um lavrador tirou-me da terra, tal como se tira um filho a uma mãe. Agarrou-me severamente e levou-me.

Por momentos, pensei estar a ter um pesadelo, pois passei de grande a pequena, de feliz a triste. Passei a viver num lugar apertado sem a luz do Sol e sem a água da chuva. Enterraram as minhas raízes num vaso pequeno e seco no meu da escuridão, na casa da Joana Maria e do Alfredo Manuel, o patife que um dia me tirou da terra.
Com o passar do tempo, com tanta tristeza que sentia, comecei a enfraquecer, a morrer lentamente e a deixar de sorrir para a vida.

Um belo dia, passou por mim um rapaz, que me olhou e perguntou porque estava eu tão tristonha. Respondi-lhe que um dia consegui encher os olhos de alegria daqueles olhavam para mim e que agora não passava de uma planta velha e acabada. O rapaz olhou para mim e sorriu, dizendo que não há flores velhas e acabadas, há apenas flores mal - tratadas.

Pegou em mim e levou-me para um bosque, junto de outras plantas e de onde eu conseguia avistar o Mundo das crianças, um mundo de fantasia. Puxou-me, arrancou-me daquele vaso e cuidadosamente colocou-me na terra, no meu lar de que tantas saudades eu já sentia.

De tanta satisfação, começou a chorar e com as suas lágrimas regou-me, e de repente parecia um milagre, comecei, novamente, a crescer, a crescer... Voltei a mostrar-me ao Mundo e a ser feliz.

Esta foi a história mais bonita que alguma vez contei, abri o meu coração para vocês. Espero que tenham aprendido como é bom sermos corajosos e gostar de ajudar os outros.

Texto colectivo da turma 3.º C, da EBI de Abrigada

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

«A Maior Flor do Mundo» Trabalhos de alunos 2


A Maior Flor do Mundo

Era uma vez um menino chamado Miguel que tinha visto um insecto e ficou com ele.

Quando chegou a casa, abriu a caixa onde o tinha guardado e o insecto começou a fugir, ele foi a atrás dele.

Passou por um rio quando andava atrás do insecto, e, num monte, viu um malmequer a murchar.

Ele não conseguiu encontrar água ali perto, e lembrou-se do rio. Foi buscar água, mas teve de ir lá muitas vezes, porque as suas mãos só traziam pingos e ele não tinha nada para transportar a água.

Como ele tinha regado o malmequer, ele cresceu, mas cresceu como nenhuma flor cresce.
Já cansado acabou por adormecer à sombra do malmequer.

Os pais do Miguel, muito aflitos, procuraram-no em toda a casa e depois foram ao monte, onde o encontraram.

Ao fim do dia, todas as pessoas da aldeia ficaram a olhar para a maior flor do Mundo.

Inês Caracol,
Nº12, 4ºD

«A Maior Flor do Mundo» Trabalhos de alunos 1


A maior flor do mundo

Era uma vez um menino que tinha ido com o pai ao monte, arrancar uma árvore pequena para plantar num vaso.

O menino tinha saltado o muro porque tinha visto muitas máquinas para fazer obras.

Mais tarde o menino viu uma árvore partida por cima do rio. O menino passou por cima da árvore partida, passou por entre as ervas e as árvores.

Ele subiu montes altos e encontrou uma flor muito murcha e foi logo, a correr descer os montes para ir buscar água. Ele fez isso vinte vezes e a flor foi ficando cada vez maior.

A seguir, os pais do menino deram por falta dele e foram à procura dele e encontraram-no debaixo da flor, a dormir tapado com uma pétala.

Quando o menino acabou, estavam lá a mãe e o pai ao pé dele e deram-lhe um abraço.

As pessoas que viviam ao pé do menino, quando já era pôr-do-sol, viram a flor gigante e ficaram muito espantados.

Elaborado por:
Filipa Torcato Nº9 4ºD

Mês Internacional da Biblioteca


Mês Internacional da Biblioteca
Desde o ano passado que se comemora o Mês Internacional da Biblioteca Escolar por decisão da IASL em Dezembro de 2007.
Neste mês as bibliotecas escolares têm por norma organizar um conjunto de actividades, envolvendo toda a escola e a comunidade em que esta se insere, de modo a torná-las mais conhecidas e a motivar toda a comunidade escolar para a sua utilização.
As equipas devem usar todos os meios ao seu alcance para fazerem a divulgação da biblioteca: a internet (sítio, blogue, facebook, twitter, listas de difusão, recursos disponibilizados pela IASL, etc.), os média locais, o trabalho em parceria com outras instituições, o convite a personalidades, a utilização de espaços fora da biblioteca na escola ou fora da escola, etc..
Os portais das Redes de Bibliotecas Concelhias devem ser a interface de eleição para a divulgação das actividades realizadas nas respectivas escolas e o rosto das realizações em parceria programadas para este mês/dia.
A Rede de Bibliotecas Escolares decidiu, por sua vez, que a última segunda-feira do mês de Outubro seria o dia em que as actividades a realizar encontrariam a sua principal expressão. O dia 26 de Outubro será, por excelência, o dia das bibliotecas escolares em Portugal.

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